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1. Junte as fontes antes de abrir qualquer tela. Liste os endereços públicos onde cada fato sobre a empresa está escrito por terceiros: junta comercial, base da Receita, portal setorial, catálogo de feira, associação de classe. Sem esse inventário, você vai preencher campo que não consegue sustentar.
2. Crie a conta e leia o teste de entrada. Conta nomeada com email corporativo e declaração de vínculo com a empresa no perfil. Conflito de interesse declarado é aceito na base, conflito escondido vira motivo de exclusão quando alguém descobre.
3. Comece pelo trio de identificação. Rótulo (nome oficial, sem slogan), descrição curta e neutra em português e inglês, e a propriedade que classifica o item como empresa. Esses três campos decidem se a máquina entende o que você é antes de olhar qualquer outro valor.
4. Preencha o site oficial e os identificadores. O endereço do site entra em P856 e funciona como âncora entre a ficha e tudo que você publica. Depois acrescente CNPJ, perfis oficiais e códigos setoriais: cada identificador externo amarra o item a um registro que já existe em outra base.
5. Registre o ano de fundação com fonte. A propriedade P571 aceita ano, mês e dia. Use a precisão que a fonte sustenta, aponte para o registro na junta comercial, e evite arredondar a década para parecer mais antigo. Valor sem referência é o primeiro a ser removido.
6. Amarre sede, setor e tamanho. Cidade da sede ligada ao item da própria cidade, setor de atividade escolhido na lista existente, número de funcionários com o ano da medição junto. Ligação para item que já existe vale mais que texto livre, porque conecta sua ficha à rede inteira.
7. Volte ao item a cada trimestre. Confira as edições de terceiros, atualize o que mudou de fato, acrescente a fonte nova que surgiu. Registro abandonado envelhece e passa a ensinar dado vencido para quem lê a base.
A armadilha mais comum é escrever a ficha como se fosse material de venda. Adjetivo, superlativo e missão da empresa na descrição curta acionam a revisão por promoção, e o item some junto com o trabalho de duas semanas.
A segunda armadilha é abrir o item sem nenhuma fonte externa, apostando que o próprio site basta. Site próprio sustenta o endereço e pouco mais; o resto pede terceiro, e ficha inteira apoiada em si mesma cai na primeira revisão.
A terceira é confundir o degrau com a escada. O registro estruturado coloca os seus fatos na base que o assistente consulta, e não substitui menção em veículo, resposta técnica em comunidade nem página própria bem escrita.
Verbete enciclopédico exige cobertura jornalística; ficha estruturada exige fonte verificável, e só a segunda porta está aberta para a maioria das empresas brasileiras.
"Se um assistente precisar dizer em que ano sua empresa nasceu e onde fica a sede, de qual base ele vai tirar a resposta?"
Teste hoje, em quinze minutos: abra o Wikidata, busque o nome exato da sua empresa e anote se existe item, se os dados estão certos e se cada afirmação traz referência. Depois faça cinco perguntas de compra da sua categoria a um assistente e conte quantas respostas trazem o seu nome com cidade e ano de fundação corretos. Empresa brasileira de porte médio costuma encontrar zero item ou um item com dois campos vazios, e a contagem de respostas certas sobe na segunda medição, um trimestre depois da ficha preenchida com fonte em cada linha.
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