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1. Escolha uma consulta central por vez, nunca uma lista de vinte. O mapa é manual e demora duas ou três horas por termo. Comece pela consulta que já traz visita e tem valor comercial claro, porque nela o retrabalho compensa mais rápido.
2. Colha a caixa de perguntas relacionadas em dois níveis. Anote as perguntas que aparecem na página de resultados e depois abra cada uma, que gera novas. Dois níveis costumam render entre 20 e 40 perguntas distintas e já cobrem a maior parte dos ramos.
3. Leia as fontes que a resposta gerada cita por trecho. Faça a pergunta no AI Mode e anote qual domínio foi citado em cada pedaço da resposta. O conjunto de ângulos citados mostra quais subtemas o sistema considera parte da pergunta, mesmo sem revelar as buscas internas.
4. Junte as dúvidas que o suporte recebe por escrito. Exporte os atendimentos por texto dos últimos doze meses e filtre pelo assunto. Essa é a única fonte do mapa que ninguém mais tem, e costuma revelar perguntas que nenhuma ferramenta pública lista.
5. Marque na sua página o estado de cada subpergunta. Três estados apenas: respondida de forma fechada em bloco próprio, respondida no meio de um parágrafo, ausente. Faça o marque abrindo a página ao lado da lista, sem confiar na memória do que você escreveu.
6. Reescreva pelas ausentes e pelas enterradas, nesta ordem. Cada subpergunta vira um bloco com título na forma interrogativa do leitor e resposta objetiva nas duas primeiras linhas. Prazo, valor e período entram na própria frase da resposta, não num parágrafo de apoio.
7. Refaça o mapa a cada trimestre e guarde as versões. Comparar o mapa de hoje com o de três meses atrás mostra quais ramos nasceram e quais sumiram, e essa comparação vale mais para decidir a próxima pauta do que qualquer volume de busca estimado.
A armadilha mais comum é tratar o mapa como lista de palavras-chave e encher a página de termos. O sistema procura resposta fechada para uma pergunta, e repetição de expressão não produz resposta nenhuma.
A segunda é responder as 31 subperguntas na mesma página até ela virar um catálogo ilegível. Doze blocos bem fechados numa página e o restante distribuído em páginas vizinhas funciona melhor, porque cada página fica com um centro claro.
A terceira é escrever o bloco com a linguagem interna da empresa. A pergunta do leitor usa a palavra do leitor, e o título do bloco precisa repetir exatamente essa palavra para que o recorte faça sentido fora do seu site.
O buscador deixou de procurar a sua página pela pergunta escrita: ele procura o seu parágrafo por uma pergunta que ninguém digitou.
"Quantas das perguntas que o seu texto levanta ele responde em bloco próprio?"
Teste hoje, em quarenta minutos: pegue a sua página mais importante, colha em dois níveis as perguntas relacionadas da consulta que ela persegue e marque cada uma como respondida em bloco, enterrada no parágrafo ou ausente. Anote os três totais. Página brasileira de empresa média escrita como artigo corrido costuma fechar com menos de um quinto das perguntas em bloco próprio, e é esse número, não o total de palavras, que sobe quando a página começa a aparecer citada.
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