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1. Levante onde o seu texto já está publicado. Pegue uma frase literal do meio da matéria, entre aspas, e procure nos buscadores comuns. Uma frase longa e específica devolve a lista de domínios que hospedam a mesma passagem, inclusive os que você nunca autorizou.
2. Abra o código de cada cópia e leia a etiqueta canônica. No navegador, use a opção de ver o código da página e procure por rel=canonical. Se o endereço apontado é o da própria cópia, a página está dizendo ao buscador que ela é a origem do texto.
3. Anote cada página em três estados. Aponta para o original, aponta para si mesma, não tem etiqueta. A planilha com domínio, endereço da cópia e estado é o documento de trabalho dos três passos seguintes, e ela precisa caber numa tela.
4. Escreva um pedido curto com a linha pronta. Uma mensagem de cinco linhas, com o endereço da página errada, a linha exata que o parceiro precisa colar e a solicitação de link no corpo do texto. Contrato anexado reduz resposta, código pronto aumenta.
5. Ponha a atribuição na cláusula do contrato novo. Três exigências: etiqueta canônica para o endereço original, link para a publicação de origem nas duas primeiras frases e o campo de autor preenchido com a sua marca nos dados estruturados. Parceiro novo entra já configurado.
6. Reforce o original com dados estruturados completos. No seu próprio site, o bloco NewsArticle precisa trazer autor, organização publicadora, data de publicação e data de atualização. Página sem esses campos entrega ao sistema menos informação que a cópia bem marcada de um terceiro.
7. Meça a citação antes e depois, com perguntas fixas. Escolha de dez a quinze perguntas do seu assunto, rode em três buscadores de IA, anote qual domínio é citado em cada uma e repita a rodada a cada trinta dias. Sem a rodada inicial, a correção não tem como ser provada.
A armadilha mais comum é confundir volume de republicação com alcance. Cem cópias sem atribuição valem menos que dez cópias que apontam para a origem, porque a resposta gerada só cita um domínio por trecho.
A segunda é tratar a etiqueta canônica como garantia. Ela é um sinal forte, respeitado na maior parte dos casos, e ainda assim um portal pode configurar errado ou trocar de plataforma e perder a configuração. A checagem trimestral da mesma planilha resolve.
A terceira é pedir a correção sem oferecer contrapartida. O parceiro ganha tempo de produção com o seu texto, e o argumento que funciona é o da continuidade do fornecimento, não o da ameaça jurídica.
A pergunta deixou de ser quem publicou primeiro: o sistema responde quem declarou ser a origem.
"Quantas cópias do seu texto estão dizendo à máquina que nasceram nelas?"
Teste hoje, em trinta minutos: pegue a sua matéria mais importante do último trimestre, copie uma frase literal do meio dela entre aspas, procure no buscador comum e liste os domínios que devolvem a mesma passagem. Abra o código de cada um e conte quantos apontam a etiqueta canônica para o seu endereço. Agência brasileira que nunca auditou a lista costuma encontrar menos de um quinto das cópias apontando para a origem, e é esse número que precisa subir antes de investir em mais conteúdo.
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